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Arte ou Escândalo? Um vídeo, uma escultura e uma discussão que se espalha nas redes sociais

Arte ou Escândalo? Um vídeo, uma escultura e uma discussão que se espalha nas redes sociais

Na última terça-feira (11), um simples registro de celular se transformou em tema de debate: ao passar por uma escultura instalada no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, um motorista capturou sua reação — descrevendo a obra como representação do “diabo”, em função dos chifres, da cor vermelha e do órgão genital visível. O vídeo viralizou e reacendeu uma velha polêmica: quem decide o que é arte e o que é escândalo em espaços públicos?

A peça, posicionada ao lado da placa que identifica o Centro Administrativo da Bahia, despertou debate não apenas pela estética, mas pelo que representa num espaço público que abriga o poder do Estado. Em meio à simbologia e à nudez da obra, emergiu uma discussão que vai além da arte: o princípio da laicidade.
Num país constitucionalmente laico, onde o Estado não deve se submeter a dogmas religiosos, o incômodo de parte da população revelou um dilema persistente — até onde vai a liberdade artística quando confrontada com sensibilidades de fé, especialmente em locais que simbolizam a neutralidade do poder público?

Memória Contígua 2

A escultura virou termômetro. No ambiente digital, usuários dividiram-se entre defender estimulantes visuais contemporâneos e repudiar o que julgam provocação gratuita. A presença do órgão genital explícito, somada aos elementos demoníacos, pareceu cruzar o limite — ao menos para uma porção significativa dos internautas.

Mas fica a pergunta: quando se trata de arte em local tão visível e institucional, o que pesa mais — o direito à experimentação ou a sensibilidade da comunidade? A escultura foi erguida em solo oficial, à vista de quem entra no coração do poder. O debate que se instalou expõe justamente isso: a fragilidade da definição entre “obra de arte” e “provocação/imposição” quando o espaço é coletivo.

Enquanto o CAB segue abrindo suas portas, a escultura permanece ali, e a discussão segue ativa. O que está em jogo vai além da estética: é uma reflexão sobre quem escreve a história visual da cidade, quem aprova o que está à vista, o que está por traz disso e quem terá voz para questionar.

Memória Contígua 2
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